viernes, 11 de enero de 2008

O Patinho Missionário

Conte esta história.

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João Cruzué - agosto de 1988.

Era uma vez um patinho que queria ser missionário. Ele era amarelinho, tinha o bico cor-de-rosa e era muito alegre. Sua mãe, Dona Pata, deu-lhe o nome de Feliz porque vivia cantando o dia inteiro.

Como vocês sabem, os patos não sabem falar como nós; eles só saber fazer QUAC! As aves daquela granja amavam o patinho Feliz. De manhã à tarde era QUAC, QUAC, QUAC! Era quac o dia inteiro. Dizem que quac na língua dos patos quer dizer Glória a Deus e Aleluia.

Quem ensinou o patinho Feliz a cantar assim foi Dona Pata. Quando ele acordava de manhanzinha e saía do seu ninho dando QUACs na maior altura todas as outras aves se alegravam com aquele barulho e cantavam também. Criança, isto não é maravilhoso?

Você também já aprendeu a dar Glórias a Deus e Aleluia, como o patinho Feliz?

Porém, um certo dia a granja acordou em silêncio. Aquilo era muito estranho. Os marrecos, as galinhas, os pintinhos, os patos, os gansos e os pombinhos, ficaram preocupados. Alguma coisa devia ter acontecido com o patinho Feliz.

O marreco Risonho correu até a casa de Dona pata. E alí, encontrou pela primeira vez o patinho Feliz chorando.

-Por que está chorando patinho Feliz? E, entre lágrimas o patinho Feliz contou-lhe:

--Eu soube que havia uma granja muito longe dali em que as aves do lugar não tinham nehuma alegria. Era tudo muito triste. Os patinhos, os pintinhos e os gansinhos não sabiam dar glórias a Deus. Suas mamães e seus papais ensinavam-lhes desde pequeninos a xingar. Eles passavam o dia inteiro xingando e dizendo palavrões. Eles não sabiam ensinar seus filhotinhos a cantar QUACs, PIUs e FONCs - que na linguagem dos patinhos, pintinhos e gansinhos quer dizer GLÓRIA A DEUS E ALELUIA. Deus não se agrada daqueles xingos e palavrões, e assim, havia muita tristeza naquele lugar. O lugar chamava-se Granja da Tristeza.

--É por isso que estou chorando, pois descobri que nem todos sabem dar Glórias ao nome do SENHOR. Já tomei uma decisão - amanhã mesmo viajarei para aquele lugar distante para ensinar os patinhos daquele lugar a dar GLÓRIAS A DEUS e louvar o nome de Jesus. Só assim a paz e a verdadeira alegria chegarão ali.

Então o marreco Risonho saiu dali apresadamente e foi contando o que estava acontecendo para todas as aves. Houve um grande alvoroço na granja do Patinho Feliz. Tão logo o sr. Galo soube ficou muito emocionado com a história e se comprometeu em providenciar o dinheiro da passagem. Os gansinhos começaram a juntar latinhas de refrigerante, os patinhos tiraram moedinhas dos cofrinhos, os pintinhos iam de ninho em ninho ajuntando comida para a viagem missionária.

Dona Galinha trouxe um par de sapatos. Dona Pata chorou de emoção ao ver a coragem e o amor do seu filhote. No dia da viagem, o patinho Feliz não quiz ir sozinho. Convidou o gansinho Juquita para seguir com ele. Ao raiar do dia, o senhor Pato reuniu as aves para uma oração de boa viagem. Dona Pata fez a oração. Uma oração fervorosa e, um voto ao Senhor. Se os dois missionários retornassem em paz,ela daria uma oferta de R$100,00, em agradecimento ao Senhor e faria duas visitas por semana durante um ano inteiro.

Enquanto os missionários viajavam, as aves da granja da Alegria revezavam-sem em oração. Oravam sem cessar. Passaram-se muitos dias, até que os missionários avistaram a Granja da Tristeza. A primeira ave que encontraram foi um galo muito triste.

--Sr. Galo, por que toda esta tristeza? E o galo respondeu.

--Oh! somos muito tristes porque não temos paz, aqui. Todos nós fazemos muitas coisas erradas. Nossos filhos desde pequenos não conhecem a Deus. Suas mamães e vovós os ensinam desde pequenos a xingar. Não há ninguém aqui que possa nos ensinar a palavra de Deus.

O Patinho Feliz pregou a palavra de Deus para o Sr. Galo, mostrou para ele quem era Jesus o Filho do Deus Vivo. Fez um convite para a salvação e o sr. Galo levantou sua mão - quer dizer, asa. Enquanto o Patinho Feliz pregava para o galo, o gansinho Juquita convidava todas as aves para ouvir a mensagem que trazia muita paz e alegria.

Os missionarios pregaram para os patos, galinhas, gansos, marrecos, pombinhos, perus e até para os cisnes. Todos ouviram falar de Jesus. Muitos fizeram sua decisão e aceitaram Jesus como Senhor e Salvador. Juquita ensinou os filhotinhos a dar glórias a Deus e aleluia! Que na língua das aves eram PIUS, QUACS, FONCS E CO-CO-RE-CÓS!

Eis que de repente um grande barulho tomou conta daquele lugar. Eram QUACS, FONCS, PIUS, GLU-GLUS e CO-CO-RE-CÓS para todo lado. Uma grande alegria tomou conta daquelas aves. A missão foi abençoada e a presença de Deus era manifesta. Todos alegravam-se e choravam ao mesmo tempo. Um novo cântico apossou-se do bico daquelas aves.

Chegou a hora de partir. O senhor Galo deu um abraço muito forte nos missionários. Todas as aves do lugar estavam reunidas para uma oração de despedida e de boa viagem. No outro dia, antes do raiar do sol eles já estavam a caminho do lar.

De longe o sr. Pato avistou os dois missionários, que chegavam, e voltou correndo para avisar a granja. Eles foram recebidos com muitos QUACS, PIUS, FONCS de pura alegria. Nas árvores cantavam os canários e os bem-te-vis; os pombinhos arrulhavam, os pássaros pretos faziam enorme algazarra. Até um martim-pescador fez um vôo razante por cima da granja cantando na maior altura os seus TRACS.

Daquele dia em diante o Patinho Feliz voltou a cantar seus QUACS com muita, mas muita alegria mesmo.
Fim

Oi crianças, filhos dos leitores do Blog Mirar Cristiano vocês também têm coragem de ser um missionário ou uma missionária? Se você gostou desta história, escreva para mim ou deixe seu comentário. Meu e-mail é cruzue@gmail.com .

Um abraço do Tio João.
Escrita e publicada em agosto de 1988
por João Cruzué - Jornal Arauto Cristão - JUADSA





jueves, 10 de enero de 2008

Martin Luther King, Jr

ALÉM DO VIETNAM

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capa do livro: Perfis de Poder
Excerto

"...Uma genuína revolução de valores significa, em última instância, que nossa fidelidade deve ser mais ecumênica que sectária. Toda nação deve desenvolver uma fidelidade maior à humanidade, a fim de preservar o melhor de cada sociedade em particular.

Este chamado a um companheirismo universal, que eleva o respeito fraterno acima de raças, povos, tribos, classes e nações é, na realidade, um chamado a sentir pela humanidade um amor maior, abrangente e incondicional. Esse conceito muitas vezes incompreendido, tantas vezes mal interpretado, tão prontamente considerado pelos Nietzsches da vida como uma força fraca e covarde, tornou-se agora uma necessidade absoluta para a sobrevivência do homem.

Quando falo de amor, não estou falando de alguma resposta frágil e sentimental. Não estou falando de uma força que seja uma tolice sentimental. Estou falando de uma força que todas as grandes religiões tomaram como princípio unificador supremo da vida. O amor é, de algum modo, a chave que abre a porta da realidade última. Esta crença hindu-muçulmana-cristã-judia-budista sobre a realidade última, é maravilhosamente sintetizada na primeira Carta de São João:

"Amados, amemo-nos uns aos outros, porque o amor procede de Deus; e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor. Amados, se Deus de tal maneira nos amou, devemos nós também amar uns aos outros." IJoão 4: 7, 8 e 11.

Esperemos que este ânimo se torne a Ordem do Dia.

Agora meus amigos, encaremos o fato de que o amanhã é hoje. Defrontamo-nos com a feroz urgência do agora. Neste misterioso enigma da vida e da história, às vezes é tarde demais. A procrastinação é ladra do tempo, e a vida freqüentemente nos paralisa e ficamos carentes, nus e abatidos diante de uma oportunidade perdida. Se não agirmos, seremos certamente arrastados pelos longos, escuros e vergonhosos corredores do tempo, reservados àqueles que possuem poder sem compaixão, vigor sem moralidade e força sem visão.

Comecemos agora. Dediquemo-nos novamente à longa e amarga, mas bela, luta por um mundo novo. Ese é o chamado dos filhos de Deus , e nossos irmãos esperam ansiosamente a nossa resposta. Devemos dizer que as dificuldades são grandes demais? Precisamos dizer que a luta é muito dura? Precisamos explicar que as forças [ocultas] conspiram para impedir que os nossos "inimigos" tornem-se homens íntegros, e que lhes enviemos o nosso profundo pesar? Ou haverá outra mensagem - de desejo, de esperança, de solideriedade com a Sua compaixão, de compromisso com a Sua causa, custe o que custar?

A escolha é nossa e, apesar de talvez desejarmos que fosse diferente, devemos fazê-la neste momento crucial da história do homem." Como o nobre bardo do passado James Russel Lowe se expressou com eloqüência:

"A todo homem ou nação cabe decidir um dia
Entre o falso e o verdadeiro, se ao bem ou al mal se alia
Essa escolha decisiva, que traz viço ou prostração
Segue então eternamente entre a luz e a escuridão

Quando rompe esse momento, o nobre escolhe a verdade.
Tem-se glória como prêmio e a ventura da eqüidade.
O covarde sai de cena, segue avante o valoroso
Para a fé então negada ser a virtude de todos".

E se fizermos a escolha certa, seremos capazes de transformar essa pendente elegia cósmica num Salmo de paz multiplicador. Se fizermos a escolha certa, seremos capazes de transformar os clamores dissonantes do nosso mundo em uma bela sinfonia de fraternidade. Se fizermos a escolha certa, seremos capazes de antecipar o dia, em toda a américa e em todo o mundo, em que a mustiça correrá como as águas, e será a virtude uma corrente poderosa".

Além do Vietnam
Sermão proferido na Igreja Riverside
NY - 04 de abril de 1967.
Fonte: Coleção Iluminados da Hunanidade
Fernanda Cury

Compilado e corrigido por João Cruzué

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La Iglesia de Venezuela por el NO!

NO!

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Jornal Venezuela al Dia
07.12.2007
Monseñor Roberto Lückert, arzobispo de Coro y vicepresidente de la Conferencia Episcopal de Venezuela lamenta que el Consejo Nacional Electoral haya abierto una averiguación administrativa a la CEV por opinar acerca de la reforma constitucional, siendo que “los Obispos solo obedecimos al llamado que hizo el Presidente de que la leyéramos todos los venezolanos y opináramos”.

Sin embargo, tampoco acepta que la presidenta del CNE, doctora Tibisay Lucena, mantenga una profunda ignorancia de los que es el Episcopado venezolano al ni siquiera saber quién es su Presidente. Piensa Lückert que al menos debió asesorarse porque en todas las intervenciones de la CEV y en los comunicados, a aparecen los nombres de su directiva.

“Ella(Lucena) debe medir el calibre de todas las campañas que tienen todos los canales del Estado a favor del SI y en contra del NO. Lo otro es que me parece desproporcionada la actitud de la doctora Tibisay Lucena lo que manifiesta una gran ignorancia y sobre todo una falta de información”.

Insiste en recordarle el motivo de que la CEV diera su opinión con respecto al proyecto de reforma apuntalado por el Presidente y por la diputada Cilia Flores. “Nosotros, los Obispos, solo atendimos la invitación que hizo el Presidente de la República cuando dice que todas las instituciones deberíamos opinar sobre la reforma que propone al país.

Nosotros como institución opinamos y tenemos derecho a que se nos respete y a que no se nos insulte”. Enfatizó el prelado en que el Presidente ha llamado a los Obispos plasta, como también lo hizo en su oportunidad con los magistrados del TSJ, los ha llamado diablos, tumores, en los mejores de los casos y nadie, ninguna institución del Estado ha salido a exigirle al Presidente respeto y mucho menos abrirle averiguaciones por las “barbaridades que dice y hace”. “Porras no es el presidente de la CEV” También considera precipitada la actitud de la señora Tibisay Lucena al asegurar que un encarte aparecido en un diario de circulación nacional fue puesto por la Conferencia Episcopal Venezolana.

“Acusa la Presidenta del CNE, sin averiguar quién es el responsable de la publicación del encartado del diario El Nacional y además manda la comunicación dirigida a la Conferencia, a su presidente Baltazar Porras Cardoso. Por eso vuelvo a preguntarle ¿por qué no se informa primero antes de acusar, si ella ni siquiera sabe quién es el presidente de la Conferencia”. De todas maneras piensa que ya se están acostumbrando a esas descalificaciones por parte de personas del Gobierno, pues la Iglesia ha sido descalificada por el Ejecutivo, sobre todo en los últimos tiempos.

“Estas cosas son parte de lo mismo que hemos tenido lo últimos años, desde que se instaló este gobierno y que ha creado una matriz de desconfianza ante el Consejo Nacional Electoral, por eso la preocupación que tenemos los demócratas ante la abstención”. Dijo que la Iglesia venezolana tiene derecho a opinar sobre la reforma, siguiendo instrucciones del mismo Presidente de la República y al CNE le recomendó hacer una verdadera auditoria a todos los canales del Estado Venezolano en el que, además de palabras obscenas, se escuchan todo tipo de improperios en contra de quien adverse el proceso que lidera el Presidente, amén de las ofensas a personalidades y a las violaciones de las leyes nacionales y la norma electoral.

Lamenta por ejemplo que el Vicepresidente se haya lanzado a través de los medios a hacer acusaciones al Cardenal Urosa Sabino, asegurando que estuvo en una reunión política y programando guarimbas en Valencia, siendo que el señor Cardenal se encuentra en el Vaticano. “¿Quién llamó y sancionó al señor Jorge Rodríguez?, ah, en esos casos se hacen de la vista gorda”. “La gente del gobierno lo que hacen es insultarnos o desprestigiarnos, decir cosas horribles. Nos amenazan hasta con ponernos presos, bueno aquí están mis esposas y que comience porque yo no le debo nada al gobierno para que me llame vagabundo”. Explicó la ligereza como el CNE atendió la orden del ex presidente de ese organismo Jorge Rodríguez, siendo que hasta mintió.

Recordándole que el Vicepresidente mencionó los Mandamientos, pero él mismo los incumplía por la mentira garrafal que dijo, asegurando además tener los testigos. “Que los busque”. Lo mismo cuando el señor Rodríguez mencionó a CEV como un partido político por opinar, como lo pidió el Presidente, sobre el proyecto de reforma “que al fin y de cuentas nos afectará a todos como venezolanos”. “Sería bueno que el CNE se pronunciara por la cantidad de denuncias que han recibido del lado opositor y que aun permanecen engavetadas”. Igual que mucha gente del país, se preguntan ¿cómo el CNE no ha llamado la atención al Presidente por aparecer con una niña en brazos, cuando anunciaba la ruptura de relaciones con el vecino país colombiano? Exigió a la rectora Lucena medir, con equilibrio, la campaña y ver cómo los medios oficialistas han llevado a cabo la campaña. “Hay denuncias del atropello que tienen los medios de comunicación del Estado y ella (la presidenta del CNE) no interviene.

Ver a un Presidente encampañado desde hace ya varios meses. Ver a todos los organismos del Estado en campaña por el SÍ y Tibisay Lucena en ningún momento ha dicho nada. ¿Preside ella entonces un organismo imparcial?”. “A votar el domingo para honrar a la Madre Venezuela” Recordó monseñor Lückert a los venezolanos la necesidad de acudir el domingo venidero a votar pues ese día “nos estaremos jugando a la patria”. Quiso también aclararle a los seguidores del oficialismo que es falso que esté en juego la presidencia de la República. Que el 2 el 3 y todos los días que siguen, y hasta que se cumpla su período, Hugo Chávez será el presidente.

“Lo que tenemos que evitar es que se apruebe esta nueva constitución que cambia todo el Estado. En este momento la gran madre Venezuela nos está pidiendo que cumplamos con el Mandamiento de honrar a padre y madre, así que el próximo domingo a votar porque se está jugando el futuro del país”.

Caracas, noviembre 29
http://www.venezuelaaldia.com/avance.php?avance=29

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domingo, 6 de enero de 2008

Consciência e atitude

A conquista do respeito

João Cruzué

Entre os filmes de que mais gosto tem um que se chama "O Pastor". O protagonista, um velho pastor batista afro-americano, interpretado pelo ator James Earl Jones, andava às voltas com as injustiças praticadas contra negros da sua comunidade.

Não me lembro se era em Atlanta na Georgia, mas o velho pastor negro dava verdadeiras aulas de cidadania às suas ovelhas como: plantar suas próprias hortas e andar a pé em lugar de ônibus, nos quais os negros tinham que se levantar, para ceder o lugar aos brancos. Cada domingo ele pregava um sermão que incomodava as autoridades (brancas) do lugar, principalmente porque o título do sermão era anunciado na placa em frente à Igreja, no início da semana que precedia o domingo.

Não conseguindo dobrar o ânimo do velho pastor, as autoridades - juiz, xerife e o prefeito começaram a pressionar os membros do conselho administrativo da Igreja. Por fim, amendrontados, o conselho não conseguindo mudar a visão do pastor o destituiu no voto.

Em seguida procuraram um substituto que fosse jovem, e que, justamente por isso, poderia ser manipulado e "amaciado" pelo conselho. No filme, o tal jovem sucessor do "desbocado" pastor chamava-se Martin Luther King. Aí o tiro saiu pela culatra. Na verdade, o substituto era muito mais aguerrido e a história conta detalhadamente o respeito que o Pastor Martin Luther King trouxe para a comunidade negra americana. Ele conquistou o respeito com as atitudes de desobediência civil pregadas por Henri David Thoreau e Gandhi. Ele descobriu que Deus deu talento aos homens para que se virassem sozinhos - naquilo que devem fazer.

Os crentes brasileiros, de certo tempo para cá popularmente chamados de evangélicos, têm muito que aprender de Martin Luther King. Não estamos nos referindo aqui a evangélicos, mas a crentes sinceros em nosso Senhor Jesus Cristo, que pensam, oram e se aborrecem com o preconceito instalado na mídia brasileira, onde todo pastor é ladrão e todo crente ovelha ignorante e crédula sob a exploração de "lobos". É bem verdade que "lobos" existem e que o poder político é muito aspirado, principalmente, pelas lideranças evangélicas de grandes Igrejas, que fingem que o preconceito não existe - para elas.

Mas ele existe sim e nos incomoda. Talvez por ter o r. preso alguns líderes não tomam nenhuma atitude por receio de chantagem e outros por um "excesso" de prudência indefensável. O fato é: que entre as três classes de brasileiros que sofrem preconceitos - negros, gays e evangélicos - os últimos são os mais indefesos por falta de organização e coragem. Com isso nós somos menos respeitados que negros e gays. Coisa que piorou ainda mais recentemente com a exposição recente das ações desastradas de dois líderes neo-pentecostais, para dizer o mínimo.

Podemos, sim, dar um basta neste preconceito e conquistar o respeito que ainda não temos diante da sociedade brasileira. Não que isto vá fazer o mundo ter paz conosco, mas se nada for feito até nossos filhos vão ter vergonha de ser cristãos. Não podemos andar de cabeça baixa. É preciso uma resposta, não radical, mas equilibrada que possa ser traduzida em atitudes individuais simples que no coletivo induza o chamado respeito da sociedade brasileira, que queremos.

Temos que conquistar este respeito por nós mesmos através de uma consciência mais aguçada de cidadania seguida de atitudes legais e eficazes sob pena de mancharmos o nome de cristãos. Quando olho para o Livro de Atos dos Apóstolos e vejo o "estrago" que as palavras de Paulo causavam tanto em judeus quanto em Roma vejo um exemplo mais recente em Martin Luther King. Os cristãos, desde os primeiros apóstolos, sempre tiveram entre seus líderes homens de grande caráter e coragem, como está escrito em II Timóteo 1:7.

Há muito que se fala em boicotarmos a Rede Globo com suas novelas sujas e preconceitos contínuos contra evangélicos. Não sou contra a Rede Globo, sou contra o preconceito e as atitudes de seus administradores que tem mesmo ojeriza de crentes. Mas se ela for destruída outra coisa vai ocupar o seu lugar e pode continuar tudo como agora. Não sou favorável a atitudes radicais e nem é de bom alvitre ter fixação em derrubar órgaos da imprensa.

Nós podemos, sim, DISCIPLINAR o que vai pela TV não importa se seja a Globo, Record ou qualquer outra que se torne hegemônica e venha ferir e prejudicar nossa cidadania cristã. A liberdade de imprensa é uma conquista valiosa dos países verdadeiramente democráticos. Não queremos destruir ninguém, apenas precisamos tomar algumas atitudes que possam, em lugar de destruir ou fechar, aprimorar essa liberdade de expressão.

Estou sugerindo que depois de nos conscientizarmos passemos ao terreno das atitudes como por exemplo esta: anote o nome das empresas que patrocinam os programas que levem lixo para os lares brasileiros ou disseminem o preconceito contra crentes. E em seguida boicotem seus produtos. Ao chegar no supermercado cada um de nós conscientemente procure produtos de empresas que respeitem a cidadania dos crentes e nosso modo diferente de servir a Deus.

O dia que nos conscientizarmos de nossa força - leia-se potencial de consumo - indiretamente vamos nos fazer respeitar quando ao aplicar o devido "castigo" as empresas que financiam novelas imundas e propositalmente prejudiquem os crentes. Se 25% da população brasileira é crente, o medo do prejuízo vai obrigá-las a nos respeitar e respeitar o que pensamos. Deus não mandou um anjo do céu com uma espada de poder para trazer dignidade para os negros americanos, Ele apenas capacitou homens com inteligência e visão. Estes homens conscientizaram outros e juntos conquistaram com atitudes aquilo que era da vontade do Senhor.

É o que penso. Se isto é justo e honesto, você também pode conscientizar-se e repassar a outros.

autor: João Cruzué
http://olharcristao.blogspot.com

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viernes, 4 de enero de 2008

Assamblea de Dios queimada en Quenia

35 refugiados queimados dentro do templo

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Daily Nation - Kenya
Tradução de João Cruzué

Elizabeth Wangoi (foto) grita de dor perto da Igreja Assembléia de Deus do Quênia, em Kiambaa, Eldoret, onde mais de 35 mulheres e crianças foram queimadas vivas ao ponto de não ser reconhecidas. Mulheres e crianças procuraram refúgio na Igreja depois que seus lares foram queimados durante a violência que explodiu no país depois do resultado de uma disputada eleição presidencial.

Cerca de 35 pessoas, a maioria delas de mulheres e crianças, morreram nesta terça-feira, primeiro dia de 2008, em Eldoret, numa das mais bizarras chacinas produzidas pela violência que se seguiu após a eleição presidencial.

Elas foram mortas por mais de 200 jovens que pusseram abaixo, a fogo, uma igreja Assembléia de Deus onde moradores de duas vilas eleitorais no Sul de Eldoret tinha buscado refúgio.

As Vilas de Kambaa e Kimuri foram apanhadas desprevenidas enquanto que jovens cantavam canções de guerra e depois cercaram a Igreja Assembléia de Deus do Quênia à tarde em Kiambaa.

Sérias Queimaduras

Aqueles que tentaram escapar foram perseguidos e queimados nas proximidades. Um dos mortos, a polícia confirmou, era uma mulher inválida em uma cadeira de rodas. Outra mulher, grávida, apresentando sérias queimaduras na perna estava entre os 20 sobreviventes que foram levados às pressas para Moi Teaching e Referral Hospital para tratamento.

De acordo com um sobrevivente, o senhor José Kamande, 47, os assassinos acusaram aquele acampamento dentro da Igreja de ter votado para presidente em Mwai Kibaki. Eles disseram que nós devíamos pagar por nossa decisão de votar em Kibaki para presidente, ele disse.

O senhor Kamande disse que tivera sorte por estar vivo depois dele ter caído numa vala levando os matadores a crer que ele tinha morrido. Mas ele perdeu sua esposa, três filhos e dois netos no incidente.

Outra sobrevivente, Elizabeht Wangui Kumunya, 102 anos, tinha saído para ir ao banheiro quando o ataque aconteceu.

Pedro Munderu, 44, disse que perdera três filhos e que muitos corpos ainda estão queimados nos escombros

A chacina atingiu o número de 50 mortos somente na terça, comentava-se pela cidade.Outras 11 pessoas tinha sido assassinadas no estado de Langas na terça de manhã.

Crise Humanitária

A cidade experimentou uma das piores crises humanitárias de sua história. Oficiais da Cruz Vermelha Queniana estimavam que mais de 30 mil famílias tinham sido expulsas de seus lares. As famílias desalojadas tinham procurado abrigos em distritos policiais, igrejas, escolas e mosteiros.

Pessoas, principalmente de mulheres e crianças, estavam enfrentando sérios problemas de falta de alimentos e água, pois todas as lojas e supermercados permaneciam fechados. O Supermercado Uchumi, o único que permanceceu aberto, ficou fechado ontem depois de ter acabado seu estoque. Também há uma falta de remédios e produtos de saúde pública.

Nós estamos apelando gentilmente às organizações humanitárias para ajudar com alimentos para mulheres e crianças que estão famintos, disse a Senhora Maria Kiptanui, uma voluntária da Cruz Vermelha do Quênia.

01/01/2008 Daily Nation

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